Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

MIMOSA SAUDOSA


Fiz algumas mudanças e então resolvi trazer até o topo novamente este texto mui relevante...


O vento derruba, renova os ares e determina o sopro vital para cada ser, denominado na sapiência do homem moderno. A chuva arrasta, purifica e supre a sede de existência. De mãos dadas o vento e a chuva chegam. Ontem soprou forte nas paragens do sul e ao chegar da lida no ambiente da dor – mesmo ante a noticia recebida via telefone – os olhos não queriam aceitar a queda do arvoredo ilustre, que presenteou os moradores do terreno com seus frutos durante anos. Por diversas regiões o nome surge para apelidar a planta, mas é peculiar daqui chamá-la de “Mimosa”.


Foi ensinado de berço e assim seguiu. O tronco calejado pela ação de parasitas dos mais diversos – ainda que diminuta escora trouxesse com força os nutrientes do solo dividido, entre o gramado e o concreto da calçada – determinava o verde para as poucas folhas existentes na copada do ser decrépito. Os anos como sempre se tornam segundos, ou até minutos ante os fatos, e calcular naquele momento a existência da planta, seria como mensurar os grãos de areia do leito do rio. Apenas ocorria o apontamento e o meu devaneio a seguir e detalhar o agito dos guris, com as calças confeccionadas na máquina de costura Singer, onde a saudosa ascendente fazia com carinho, e na passagem do mês de maio, a abrir portas para o junho divisor do ano, os frutos da mimoseira brilhavam com o orvalho, a juntar-se a luz potente do matutino sol. O maduro fruto trazia a cor predominante – entre o amarelo e a laranja – e mesmo na fartura os galhos agüentavam firme a prosperidade da planta a encantar.


O gosto é indescritível, pois o lambuzo do quero mais nunca se preocupou com este detalhe. O interessante que mesmo no mais rigoroso inverno, a geada não danificava o fruto, e no mistério que a natureza determina ao homem, que é ela que sabe o detalhe dos momentos, o tom do laranja encontrava-se com o vermelho, a escurecer delicadamente e adocicar ainda mais a obra de arte divina. As edificações erguidas no terreno são precoces, mas a saudade não. A turbulência do tempo indicava um vento atípico, e mesmo no céu pedrento a se formar, seria chuva ou vento, no ditado perdido do observar. Foi assim que o sopro da madrugada derrubou um marco. Ah, mimosa saudosa, quanta lembrança que há... Naquela época de fartura sanhaços e saíras beliscavam aos poucos os frutos dos galhos, que ficavam fora do alcance das varas articuladas com ganchos para colher. Tentativas vãs e os pássaros alegres a nutrirem-se do caldo com o bico apropriado – não em forma de gancho – mas de tal maneira que lentamente saboreavam o sumo precioso da estação. No ano que passou a abastança já não refletia como antes, e os poucos frutos já pertenciam aos sabiás de plantão. Cadê o sanhaço? Cadê a saíra? Os pássaros eram outros e até o tico-tico aproveitava a distância do sabiá, e atomizava-se do resto oco, que a casca ainda retinha um ou outro gomo como fatia de pão. As trepadeiras não ousavam sufocar os galhos, mas estavam em grande quantidade presente no arvoredo. Sonolento e cansado encostei a magra – minha bicicleta – ao lado da casa da genitora, e passo a passo aproximei a avistar o acontecido.


Bem na divisa do caule com o solo a quebra acontecera. Um pequeno trecho ainda verde indicava que ali as raízes fortes traziam os nutrientes, pois o restante além de podre, carcomido e seco, não colaboravam a dar sustento ao ser. Era uma figura estranha tombada, e por incrível que fosse parecia ter vida. Era muito diferente do meliante que a pouco vira no ambiente da dor fenecido, e crivado de projeteis da arma que sentencia sempre o desfecho do kaos urbano. Tentei erguê-la. Não consegui. A força sumiu. Talvez pelo cansaço, mas nunca pela falta de força de vontade. E o meliante? Porque ninguém ergueu?No toque - da mão direita no tronco da mimosa e depois a mão esquerda - inclinei o meu tronco e observava a copada de um ângulo adverso. Já de joelhos notava a uniformidade e o desgaste. Levantei e andando no gramado cheguei mais próximo ainda, e o galho que achei nunca poder tocar, a mão levemente sentia as folhas ainda verdes. Que espanto passou na mente a subir no devaneio do presente e assim circulei toda a planta. Desci para o lar, mas antes de abrir a porta, tirei uma foto com o celular, alojando na memória a figura a detalhar. No microondas o horário assinalava 08h10min do ante meridiem e a fome sumira. Busquei minha caneca particular e após adoçar o café com leite padrão, deitei. Um rápido cochilo e um sonho veloz trouxeram outro ambiente. Ali o espírito caminhava ao encontro de uma semente a plantar a memória de uma mania típica, que o guri em mim nunca esquecera. Era a coleta de três folhas pela matriarca a benzer a ocasião, e na fé determinar que a fúria do tempo de céu pedrento, teria que ir para alto mar longe de qualquer moradia e serenar. Após o ato a cuia de cabaça aguardava mais folhas da mimosa saudosa para somarem-se as demais ervas do chimarrão matutino.


De repente vozes entraram em sintonia ao mundo dos sonhos, e sonolento os olhos preguiçosos abriam-se pouco a pouco. Calcei os chinelos pretos, e depois de lavar o rosto segui até a porta de casa, e abandonei-os sem perceber . Algo estava faltando. Sabia que a presença do arvoredo era a percepção. Subi e apenas ao lado via o tronco uniforme divido em dois, contrastando com a imagem alojada no meu celular. Os demais vestígios sumiram e a marca da quebra estava ali. As folhas verdes que não alcançava e tocava diante da queda ao chão da planta momentos antes, mostraram a importância de sonhar. Neste trecho notei meus pés desnudos e aumentando os passos segui até a frente do terreno. No muro a debruçar pensante fiquei e observei a outra mimoseira lutando para se manter em pé, no rápido gesto com a cabeça a virar-se. Qual semente fora plantada primeiro? Pergunta sem sentido e mesmo no fruto introvertido do verde esperança que olhei nesta planta, percebi que a outra não tinha. Por quê? Inúmeras questões nortearam minha mente a lembrar, e então aproximei, e colhi três folhas da mimoseira presente. Naquele gesto entendia os motivos dos atos peculiares das gerações e já próximo do “post meridiem” indaguei.


– Não é pesadelo a queda.


– Não é sonho as folhas que coleto.


– Mas é forte a saudade em meu peito, da mulher que nas chuvas de março nascera, e hoje deixa suas sementes como folhas benzidas a seguir seus ensinamentos...



Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Acróstico MANGELA













Minha briosa companheira de palavras


A pouco li sobre o tempo de cada ser...


Nada se move, a não ser a paixão, diante deste tempo,


Gerando intermináveis palavras de júbilo, através do respeito.


Estas “tão” sofridas palavras (por uns) e “tão” admiradas (por outros)


Libertam laços desmedidos!Em mais palavras a lembrar,


A todo o momento a relevância de ti ,“na minha existência”...


JRA (o poeta da verdade).



FELIZ ANIVERSÁRIO BRIOSA AMIGA “MARIA ANGELA DE CASTRO”,



MÂNGELA, PROS ÍNTIMOS, MANGELA PRO “POETA DA VERDADE”...


DEUS ABENÇOE SEUS PASSOS “ALMA DE LUZ” E “ESPIRITO BOM”, HOJE E SEMPRE...




Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

METAL

video


Escuto alto,

O berro atômico da liberdade.

Os tímpanos são tolerantes

É o poder do metal...


Fone de ouvido o mundo particular surge

O som é a salvação do espírito mutante...


Ilimitado a embriagar!

Substâncias sonoras e nocivas

A ouvidos eruditos.


Ilimitado a injetar!

Substâncias sonoras e nocivas

A ouvidos pudicos.


Ilimitado a mastigar!

Substâncias sonoras e nocivas

A ouvidos frescos.


Ilimitado a desejar!

Substâncias sonoras e nocivas

A ouvidos imaculados...


Escuto alto!

Letras intrigantes

Vozes estridentes

Corações ferventes...


Fone de ouvido pulsa ondas gigantescas!

O compasso da alma urbana é irregular...


O som do metal é cavalar!

O novo modelo de exército nasceu, convenceu e

Devotos pelo globo espalham a doutrina da distorção.


A cada canção

Batalhas medievais.

A cada canção

Revoltas sociais.

A cada canção

O volume particular muda invariavelmente

E a vizinhança detesta completamente...


JRA(o poeta da verdade).




Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

CIDADE












Concreto turvo!

Passos asfálticos

E ventos uivantes

Das galerias de calefação...


Alguém poderá replicar!


E as pessoas?


Fantoches,

A desviarem-se invariavelmente

Seguindo de norte a sul,

Ininterruptamente...


Hoje sou uma “semibreve”...


JRA (o poeta da verdade)




Terça-feira, 9 de Junho de 2009

OUTONO VAI!












O frio que chega e entra

Petrifica a gota matutina

Outono vai, inverno vem.


Forma pedra de gelo na grama

Feito lençol branco aberto na cama.


As folhas ainda estão presentes

O ipê sente o desvio crescente

Outono adverso incomoda a gente...


O pé de café segue em frente sorridente

Com folhas gris no meio de tanto verde.

A folha do mamoeiro está sem dentes

Seu fruto pertence a terras quentes...


Passarada outrora trinando ao vento

Na copada da araucária símbolo tombado.

Aquietam-se no beiral da ancestre ausente

Feito brenha de freguesia perene do tempo.


No capão abundante cortado covardemente

O barro preto dá segmento constantemente.


A moléstia que chega é fruto de toda a imensidão!


Outono vai, inverno vem

Novas chagas também.

O conserto esperado

No próximo frio,

Quiçá venha...


JRA (o poeta da verdade).



Domingo, 7 de Junho de 2009

Revista Literária O Verbo”















Iniciativa ousada reunindo diversos escritores que acima de tudo dedicam tempo e entusiasmo através da escrita a criar esta revista independente. Digo isto porque está sendo elaborada sem patrocínio e a necessidade de um numero “x” de compradores é relevante a dar o pontapé inicial... Onde surgiu a idéia? Através do Orkut a comunidade “Novos Escritores do Brasil” sentiu que era o momento propício organizando de forma excelente os segmentos literários, ou seja, poemas, contos e crônicas. As pessoas envolvidas são aprendizes constantes que de mãos dadas criam com orgulho as paginas dos sonhos quando notam que a leitura é feita e propagada sem fronteiras. Portanto caro colega amante da leitura seja bem vindo (a) e acesse o link abaixo para adquirir um exemplar. Opa! Quase esqueci! Também estou incluído neste processo que pouco a pouco ganha espaço e reconhecimento por ser feito por pessoas serias preocupadas em construir o mundo de ficção em “palavras”...



Este é o link http://www.clubedaleitura.info para adquirir um exemplar ou mais.Seja bem vindo (a) você que acompanha meus passos a cada acesso no meu blog e nos outros meios que busco dia após dia expressar meu sentimento em pensamentos... Deus abençoe este momento!



Terça-feira, 19 de Maio de 2009

O RASGO














O poder da criação emana sempre fontes divinas de inspiração e a folha branca espera os rascunhos da alma sublime escrever com muito alento o que o espírito sente de ocasião.


Poetar é essência e desejo de libertação e escrever é a ceifa dos suspiros mais secretos desta etapa. Mas hoje foi diferente; bem diferente. O cansaço como sempre é marcado a cada etapa no ambiente da dor (pronto socorro) e no caminho de regresso ao lar um pensamento vem forte.


– Hoje estou aliviado de momento!


Digo isto pela relevância em poder dividir a carga para não afetar o lar querido. Mas não posso deixar de relatar que apesar do peso do ambiente há pessoas que auxiliam cada vez mais conviver e seguir firme no batente.


São amigos preciosos que passam pela mesma dificuldade e a madrugada trouxe mais uma história viva do passado presente. Ali notei a imensidão dos mais variados ambientes que cada indivíduo tem que superar até se desligar dos afazeres e chegar ao lar.


Um homem de farda, olhar cansado e fala mansa trouxe isto de tal forma que acordou a necessidade de rever o comodismo e mais ainda a inconformidade com os fatos. Num certo trecho detalhou seus primeiros passos no oficio difícil da segurança pública e pior ainda no cativeiro dos rebeldes qualificados pela sociedade pelos atos de revelia cometidos contra os bons costumes a ficarem exilados na PCE (Penitenciária Central do Estado).


Contou em detalhes minuciosos uma cena na ala do manicômio judiciário. Ali acompanhou o comportamento intrigante do ser perdido no tempo e desprovido totalmente de valores. Era horário de refeição e após o detento pegar sua bandeja alimentar, direcionou-se ao vaso sanitário e catou os dejetos que ali estavam e comeu indiferente, como se fosse um bolinho de carne ou qualquer outra iguaria a complementar o prato de cada dia.


Espantado fiquei, mas entendi o recado a perceber que se a sua dificuldade é grande a de outrem é superior a sua ou até mesmo gigantesca e nem por isso é momento de desistir. O colega saiu na busca de concluir seu compromisso com o batente e eu na espera do horário a fechar o ponto.


Cheguei a casa e notei que meu guri descansava tranqüilo e a vespertina o aguardava para o levante em busca do saber precioso dos primeiros passos de um homem “a Escola”. Como sempre levo a cria até a porta do estabelecimento estudantil por viver o dia a dia da violência e após pedir a benção o meu infante seguiu longe do lar.


– Fica com Deus meu filho e bons estudos!


São os dizeres preciosos sempre e ao retornar descansei um pouco mais, pois o corpo pedia. Antes disto liguei o PC a verificar como anda o processo da minha escrita espalhada pelo virtual e de momento vi um blog que há tempos não lia. Era do professor de português do meu guri e então entrei na leitura novamente do texto postado lá de titulo “Amargo”.


Li a trajetória de um personagem a rejeitar a comida de forma adversa. Até parecia o “jejuador ” e por fim comeu ante a necessidade. Ali notei que muitos trechos são marcados por necessidade e assim deitei novamente a descansar.


O tempo se aproximava e buscar o menino na escola era necessário. Vi que tinha algumas ligações não atendidas e o número da escola apareceu entre elas. Retornei a ligação e fui informado que a pedagoga aguardava-me.


Cheguei ao recinto e o professor ali. Meu moleque cabisbaixo ao lado e eu no aguardo do relato do ato cometido. O docente detalhou a falta de atenção e pior ainda; o rasgo de inúmeras folhas brancas e preciosas a esmo a descartar o caderno precioso da fome do saber.


Lembrei por diminuta circunstancia do texto de título “Amargo” e então engolia a seco uma refeição de difícil degustação. Os olhos discretamente enchiam-se a derramar lágrimas de aborrecimento. As folhas uma a uma destacadas e jogadas como prisioneiros sem possibilidades de sociabilidade. Um momento difícil do qualificado do saber a superar o peso de uma sala de aula cheia de crianças rebeldes e sem atenção. Mais uma lição chegava clara na minha mente, mas o rasgo não aceitava.


Não tinha como engolir esta refeição. A mazela marcou forte em meu peito, como mácula nos meus costumes herdados com tanto empenho no trato com o material escolar e pior ainda como nódoa em flor afetada pelo frio. As possibilidades daquelas folhas rasgadas eram claras para eu em textos cheios de encanto, mas o destino era o lixo.


Senti como ferramenta cortante no tronco da arvore sacrificada a determinar folhas brancas a acolher manuscritos o ato cometido. Sai cabisbaixo e inconformado e ao chegar pedi ao meu miúdo detalhar a ocasião nas folhas rasgadas e nada. Empacou feito mula na lama dizendo.


– Não irei fazer! Então retruquei.


– No ato de rasgar a preciosa folha fez, mas agora nada sai a colaborar com o arrependimento.


Não forcei mais e então sentei a digitar. A cada palavra acrescentada neste texto repassei o trecho a ficar em apontamento e nas folhas rasgadas a escrita irá marcar o ato cometido pelo infante que não tem fome de saber e teima com o “amargo” dos acéfalos que se espalham cada vez mais a perder o precioso tempo de “APRENDER” com o dito sentencioso :


"No culto dos grandes homens não pode entrar a adulação." (Rui Barbosa)




Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

O SALMO DO POETA

















"A luta do homem segue firme diante das inúmeras gerações que se formam a todo o momento e com isso traz o dom da palavra forte diante daqueles que deixam a marca da letra da alma expressar o dom divino da escrita que move inúmeras montanhas".


Perceber que a calma só é vista quando vencemos a batalha não quer dizer que tudo foi conquistado, porque sempre um novo obstáculo ira surgir. Ter medo de arriscar sempre temos e a dificuldade é o toque para crescermos por dentro.

Sempre digo que o difícil faz crescer. Por quê? É no momento da dificuldade que enxergamos o passado, o presente e procuramos metas para o futuro, por isso é essencial para crescer o nosso EU, ou melhor, a alma, espírito de luta e garra. Isto com certeza deixam-nos frágeis porque é uma luta muito dura. Certa vez alguém se aproximou e questionou sobre o agitamento das pessoas e o porquê tudo não era mais fácil.

Querer tranqüilidade e paz todos almejam, mas pouco fazem para isto acontecer. A todo o momento neste ambiente da dor do corpo “PRONTO SOCORRO” o drama da guerra urbana deixa marcas claras que isto esta cada vez mais longe de acontecer. Pressa é algo que vem a todo o momento demonstrar que o tempo existe e desta forma algo tem que mudar.

Bom, na verdade toda a somatória disto faz surgir os indivíduos que fazem fluir o que esta dentro para fora e com isso inúmeras pérolas saem de mentes brilhantes e corações calejados para mostrar o desafio que é viver. Muitos recortes e textos carrego tanto na lembrança, como na leitura rápida, para refletir que a cada passo das nossas atitudes um novo caminho se forma e foi desta maneira que diante da leitura de um classificado de jornal li sobre um tesouro divino que num simples trecho trouxe a paz necessária para o meu momento.

Um anúncio pequeno quase imperceptível fez mover inúmeras montanhas e a partir daquele momento senti o poder da força da palavra. Alguém no anonimato fez o anúncio sem interesse de vender ou comprar algo ou o bem material pois estava tão feliz pelo resultado alcançado que parecia que as palavras chegaram até mim na mesma intensidade. Li e reli varias vezes e logo segui o que o anúncio pedia.Nada mais que uma leitura para muitos ,talvez uma simples leitura , mas para mim é o tesouro mais valioso que possa existir no mundo inteiro , porque trazia o caminho ao livro divino , o livro de DEUS "a Bíblia ".

Na leitura do salmo que estava marcado no anúncio descobri a trilha para o reinado do passado de um rei soberano em sabedoria e poderoso em humildade. “Davi” é seu nome e diante da leitura rápida que fiz naquele dia lembrei que tinha guardado mais um papel que carrego comigo e foi dado para minha mãe por uma pessoa nobre de coração e alma e fiz a leitura de ambos. Uma força enorme se manifestou dentro de mim e como se fosse uma corrente poderosa me rodeou com muita paz , uma paz que ha tempos não vinha.

Que manifesto magnífico trouxe a meus olhos e coração aquelas palavras, parecia que estava resgatando um passado distante na procura de parar o tempo por um segundo que fosse para mostrar que a pressa é inimiga da paz e com isso faz com que os pequenos gestos passem despercebidos. Muito orgulhoso fiquei e agradecido também pelo acaso que trouxe isto até mim. Portanto leia e leia mesmo sem fé como dizia o anúncio e deixe o que esta dentro sair e desta maneira tenho certeza que através deste email e das mensagens que enviei algo novo ira surgir para trazer a paz até você (salmo 38 e salmo 100).


“... num límpido lago o caminhante descalço sentiu na pele a pureza da terra úmida chegar até seu ser, para mostrar o verdadeiro reinado da paz e com isso lembrou que todo o afeto de família o abrigou firme, na volta da viagem que fez a terra distante. O lago nunca saiu dali e somente após sua volta conseguiu perceber que todo o tempo fez com que seus passos caminhassem de outra maneira quando novamente pisou na terra que dá a vida para toda a semente que se planta para colher vida... " JRA(o poeta da verdade)


SEI QUE A VITÓRIA DE CADA UM CHEGARA EM BREVE PORQUE TODO AQUELE QUE BUSCA NA FAMILIA O AUXILIO TERA EM DOBRO A GRATIFICAÇAO DA ESPERANÇA PARA VIVER FELIZ (isto foi o que a minha falecida AVÓ sempre me ensinou , nossa família sempre em primeiro lugar para se erguer cada vez mais , mesmo diante das nossas escolhas ). Deus ilumine a família de cada um , hoje e sempre...


FORÇA MUITA FORÇA , SEI QUE VOCE EH CAPAZ E NADA FALHA QUANDO ISTO SE PASSA DE CORPO E ALMA PARA CHEGAR SEM BARREIRAS E COMPROMISSO, POIS SENTIR EH O INVISIVEL QUE TOCA COMO UMA BRISA SUAVE NA FACE BELA DE QUEM PRECISA DA MAO PARA AJUDAR A SE LEVANTAR , UMA , DUAS , TRES OU MESMO QUE SEJA MAIS DE UM MILHAO DE VEZES , MAS COM CERTEZA COM MUITA FORÇA PRA SE ERGUER FORTE NOVAMENTE HOJE E SEMPRE. Amém...


Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Acróstico Retirantes












R
astros de peregrinação


Em busca de outro sertão.


Trouxe memórias de dor


Impressas no coração

Reluzindo na imensidão

A marca da passada forte


Noite adentro de horror.


Temendo por vidas


Emanadas de semblantes


Surgidos de receio, angustia e desilusão...



JRA (o poeta da verdade)



Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

PAZ DO MEU CORAÇÃO NEGREIRO










Coração negreiro bate forte no peito

Declamo versos enlaçados em desejo
A ti Preto Cosme ilustre guerreiro
Urrando anos devorados em sofrimento.

Nem bentevis, nem cabanos!
É a balaiada a firmar a libertação
Através do passo sofrido da pacificação.

Hoje a fleuma é recompensada
Em lembrar que a ti e por ti
Meu sangue é brioso por ser
Banhado por lutas de emoção
A cada quilombo espalhado
Por diversas terras e veredas
Dos engenhos açucareiros
Ficando no esquecimento
A dor praticada do feitor algoz
Mas nunca deixando a voz
Silenciar e lembrar que a paz
De hoje é orgulho e respeito
A cantar e cantar Brasil adentro...

JRA (o poeta da verdade).



Domingo, 10 de Maio de 2009

JARDIM DAS FLORES - "DIA DAS MÃES"

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Ao cair de cada pétala toda a magia deste jardim se faz presente diante da lembrança desta data. Uma a uma se transforma numa nova flor irradiante e encantada pois o toque feminino é majestoso para formar a alegria sempre.


Dia das mães é desta forma a manifestação de cada pétala encanta, porque mãe é uma flor que nunca perde sua força para renovar sempre, mesmo diante de tantos obstáculos . Seu esforço para demonstrar a suas pétalas todo o cuidado não cessa nunca e proteger é algo muito forte da essência feminina. Porque um jardim?Sim, tinha que ser um jardim, pois uma mãe a cada filho gerado da luz divina e através do encanto da vida, passa a todo o momento a importância da pétala que sai de seu ventre como fruto da vida.


O fruto da proteção, a geração de cada filho para formar o jardim das flores, dos sonhos que dão o ritmo do dia a dia. Percebo que o momento trouxe inúmeras flores para alegrar-me e construir com muito encanto este texto.


Desde as mulheres que me criaram e me construíram o homem que sou, até as flores que me acompanham dia após dia . Esta frio sinto e me aqueço toda a vez que estas mulheres me dão atenção .Fico muito feliz de saber que a essência não cessa nunca , na teimosia de cada rumo que as pétalas buscam para dar seus primeiros passos e errando na difícil tarefa de viver sempre firme.


É neste momento que a flor ira acolher com muito carinho e proteção, pro majestoso perfume do perdão e da compreensão, falem para fora que diante do tropeço é aqui que você ira encontrar o abrigo e acalmar seu coração. Desta forma sempre o jardim nunca ira perder o encanto e cada vez mais na data do domingo que sempre inicia a semana, vira a lembrança do dia, da semana e do ano que soma a importância forte de ser mãe e mais ainda.


UMA FLOR QUE NUNCA ABANDONA SUAS PETALAS A VAGAR NO VENTO DA VIDA QUE SOPRA PRA VARIOS RUMOS A TODO O MOMENTO.



“Aqui demonstro meu presente humilde em palavras para todas as mães que fazem parte do meu dia a dia e em especial a que me trouxe ao mundo no amor que se fez presente.


Peço a DEUS que isto sempre seja resgatado não somente nesta data, mas sim todo o dia por saber que em nossa mãe buscamos um ombro para lamentar, desabafar e se levantar para começar de novo "


JRA (o poeta da verdade)